Muita gente viu lá no Instagram (/aprevidelli) o meu antes e depois na hora de fazer as malas e veio me perguntar como é possível tamanha 1. desorganização e 2. organização. Como prometi dicas, vou tentar explicar como fiz toda uma vida caber em uma mochilão de 50L e uma mala de mão.

Primeiro preciso contar que essa bagunça toda aí não é apenas culpa da viagem – ninguém merece transformar o quarto em uma zona de guerra toda vez que vai pegar um avião/busão. Eu morava em uma casa alugada e, por planejar deixar o país por seis meses, decidi voltar (e trazer toda parte que me cabe neste latifúndio) para a casa dos meus pais por umas semanas. Tive sorte que eles nunca transformaram meu antigo quarto em um escritório ou sala de ginástica.

Mas bora às malas.

O que mais me ajuda na hora de fazer malas é ter uma lista-base de coisas que levo em viagens. Essa lista eu criei há mais de ano e coloquei no app Lembretes do iPhone. Com cada viagem, acabo adicionando coisas e, importante notar: nem tudo entra na mala. É só para eu ter noção de coisas que eu posso querer. Dependendo da viagem, cada item pode ter um “significado” diferente. Chapéu, por exemplo, foi um gorro de frio na viagem pro Peru. E uma viseira na viagem pra Bahia. O boné do Corinthians vai em todas.

Segue print da listinha:

Cada pessoa é diferente. Eu, por exemplo, não tenho nóia com roupa. Posso usar as mesmas (só lavar), não sinto falta de nenhuma em específico. Se você não pode esquecer aquela sua jaqueta jeans, anota na listinha!

Nessa viagem de agora, por exemplo, tem várias coisas da lista que eu não estou levando. Toalha é uma delas. Protetor solar, só o do rosto. (Europa no inverno, não tô esperando muito bronze).

ALGUNS ITENS QUE EU LEVO SEMPRE:

  1. Chinelo – nem se for só pra usar na hora de tomar banho no hostel.
  2. Canga – serve para o piquenique na praia, para cobrir o cabelo em uma mesquita ou para se cobrir no frio do busão.
  3. T para tomada – é ótimo para quando o quarto do hostel só tem uma ou duas tomadas. Você não precisa tirar o celular do amiguinho do lugar. De quebra, pode servir como adaptador de tomadas, também.
  4. Saco de roupa suja – sempre lavo roupas em viagem. Serve uma fronha velha. Dica: coloca um lencinho umedecido dentro para evitar mau cheiro.
  5. Copo menstrual – essa maravilha divina! Evita que você tenha que perder espaço com quilos de absorventes e evita que você tenha de comprar ob em um país onde não sabe nem como falar ‘oi, tudo bem?’. É tão prático e pequeno que levo até em viagens curtas, mesmo se não estiver pra ficar menstruada.

ALGUNS ITENS QUE PODEM PARECER ESTRANHOS, MAS EU EXPLICO AQUI:

  1. Kindle, pra quem não conhece, é um leitor de ebook. Pequeno, prático, bateria que dura muito e levíssimo. Como eu leio bastante, pra mim é indispensável. Já viajei com pessoas que terminaram um livro no meio da viagem e ficaram com aquele peso pra cima e pra baixo na mochila, e sem nada de novo para ler.
  2. Câmera – sei que com os celulares de hoje parece que nem precisamos mais de câmeras. E a real é que não precisamos, mesmo. Mas é uma boa, mesmo assim. As câmeras têm baterias que duram mais do que seu celular, você pode fazer fotos diferentes (seja mais produzidas, com uma DSLR, ou mais descoladas, com uma grande angular esportiva tipo GoPro), e te incentiva a fotografar mais. A minha da escolha é a carinhosamente apelidada de goPobre. Não tenho grana pra pagar uma goPro então peguei uma grande angular esportiva de uma grande loja internacional ae. Paguei pouquíssimos reais em uma promoção e vida que segue. Adoro tirar fotos nela, mas confesso que já usei GoPro em uma viagem e, se você tem a grana, compensa.
  3. T para áudio – para quem viaja em duplas. Ainda não consegui achar esse cazzo pra vender (simplesmente porque não fui pra Santa Ifigênia, no centro de SP, atrás dele), mas é ótimo pra colocar dois fones de ouvido em uma entrada só, pra quem gosta de assistir séries no busão, por exemplo.
  4. Agulha e linha – quase nunca levo, mas para viagens mais longas, compensa. Em vez de comprar uma roupa nova, você pode dar aquele jeitinho na sua rasgada.
  5. Kit pra unhas – é bem supérfluo, sim. Mas viagens longas também têm momentos de marasmo ou até aquela horinha que você tira só pra você. Gosto de ficar deboinha uma hora uma vez por semana tirando umas cutículas. Só deus pode me julgar.

NA HORA DE ARRUMAR:

  • A melhor maneira de levar roupa (sorry, mãe), é enrolando ela. Dobrar ocupa mais espaço, mas os rolinhos de roupas são as melhores coisas.
  • Sempre tento colocar o que vou usar menos (ou por último) no fundo da mala. Parece besteira, mas faz diferença quando você vai passar um mês escalando no frio no Peru e depois ir para a Bahia. Você não quer ter que passar por biquínis e sainhas antes de chegar nas meias quentes.
  • Como eu tive duas malas, elegi uma para ser a mala das coisas que não podem quebrar. O mochilão é naturalmente mais molengo, então essa malinha de mão está levando a cachaça (sempre levo em viagens internacionais! Melhor maneira de fazer amigos no hostel <3), a goiabada para uma brasileira que me ajudou muito no processo de visto de estudante, o bombom sonho de valsa para a estrangeira que vai me hospedar…
  • Em termos de roupas, lembra que você vai usar muito menos do que acha que precisa. E, dependendo de pra onde está indo, vai poder comprar alguma coisa por lá se realmente sentir falta.
  • Para o frio, levo botas (vou usando porque elas ocupam muito espaço). Sempre levo também um tênis mais confortável.
  • Vale pensar se existe algum programa meio fora do normal que você possa querer fazer no lugar. Em Viena, por exemplo, já me disseram que tem uns lugares para tomar banho de piscina aquecida – não pensei duas vezes e estou levando um biquini.

Depois é só fechar tudo e vida que segue. Não sou daquelas que prepara com muita antecedência, não. Não gosto de ver aquelas malas mofando uma semana. Mas se a viagem é longa, melhor não deixar para o dia.

As minhas foram fechadas, trancadas e identificadas no dia anterior à minha ida.

E boa viagem! ❤

 

Posted by:Amanda Previdelli

Jornalista, paulistana e geminiana. Já estudou desde Política Internacional a Yoga e Astrologia. Compra brigas nas redes sociais e mesas de bar, mas gosta também de viajar e conversar.

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