Não é o livro mais famoso do Scott Fitzgerald, mas me conquistou. A história de um jovem americano que aprende a amar com indiferença e amar com uma paixão fulminante e que luta por uma posição social quando, na verdade, é um desajustado prende a atenção do leitor.

Amory é um personagem incrível. Acompanhar seus debates e questionamentos morais é entrar num mundo de loucura psicológica de maneira privilegiada (digo, sem sair louco ou deprimido – pelo menos não clinicamente).

O jovem que “sempre sonhava em se tornar, nunca em ser” também interage com algumas personagens femininas fortes e originais. Rosalind, “cuja filosofia é carpe diem para si mesma e laissez faire para os outros” é sem dúvida um dos melhores exemplos, mas Eleanor, com seus conhecimentos sobre Freud e as amarras do casamento, não fica atrás.

As mulheres da vida de Amory tocam em diferentes pontos do protagonista, que fica cada vez amargurado em seus próprios pensamentos (insanos?) – sou egoísta, mas capaz de atos altruístas, sexo-beleza-maldade estão inevitavelmente ligados; e por aí vai.

Sem esquecer: o livro ainda conta com uma ponta quase aleatória de terror sobrenatural. Esse vai para a estante.

Posted by:Amanda Previdelli

Jornalista, paulistana e geminiana. Já estudou desde Política Internacional a Yoga e Astrologia. Compra brigas nas redes sociais e mesas de bar, mas gosta também de viajar e conversar.

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